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Antes H1De olho na saúde

Crédito: Shutterstock / Reprodução / Revista Viva Saúde

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Hoje, 28 de maio, é o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. A data, que faz parte do calendário desde 1984, busca ampliar o debate e a conscientização sobre o direito das mulheres à  saúde. Apesar das mulheres terem mais cautela e se submeterem a mais exames de prevenção que os homens, ainda existem doenças que soam como um tabu ou algo muito distante da realidade.

“As pacientes, muitas vezes, deixam a dor que está incomodando de lado, achando que não é nada. Algumas até se automedicam ao invés de procurarem um médico”, conta Mariana Conforto, ginecologista e obstetra da Perinatal.

Para que todas fiquem atentas a qualquer sintoma, conheça as cinco doenças mais comuns entre as mulheres e seus sintomas. Diante de algum sinal, é melhor procurar ajuda médica.

1 – Câncer de mama

O câncer de mama é uma das doenças que mais matam mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Um dos principais sinais é o aparecimento de um nódulo na mama ou próximo à axila. No entanto, esse não é o único sintoma a ser verificado. Secreção no mamilo, inchaço ou vermelhidão na área da mama merecem atenção.  E é por conta disso, que fazer o autoexame é tão importante. Ele pode ajudar na descoberta da doença e colaborar no diagnóstico, mas não deve substituir a mamografia. “Além de todo o rastreio precoce de lesões e nódulos, o autoexame ajuda a mulher a conhecer o próprio corpo. Ele pode ser realizado de pé ou sentada, e até mesmo durante o banho. O mais importante é que seja feito, independente de como”, explica a médica. O estilo de vida também é uma questão importante na hora de se prevenir. Limitar a ingestão de bebidas alcoólicas, praticar atividades e consumir alimentos saudáveis é a melhor forma de evitar a doença.

2 – Endometriose

Cólica crônica e dificuldade para engravidar são alguns dos sintomas de uma patologia que atinge de adolescentes a mulheres adultas: a endometriose. Suas causas não são muito claras e o tratamento varia em cada caso, mas somente seu nome já causa desconforto, pois a doença é considerada uma das principais razões da infertilidade feminina, atingindo de 10 a 15% das mulheres em idade fértil. “Ainda não se sabe ao certo a causa da endometriose. Sabe-se que é mais frequente em mulheres de raça branca e pode ter relação com infertilidade. É importante prestar atenção nos sinais e procurar um ginecologista para maiores investigações e retirar suas dúvidas. A Endometriose é uma doença benigna, que pode ser tratada adequadamente”, aconselha Mariana.

3 – Infecção Urinária

A infecção urinária afeta muito mais as mulheres. Isso ocorre porque o canal de sua uretra mede 3 cm, enquanto o do homem mede 20 cm. Por conta disso, prender o xixi, fazer a higiene íntima incorretamente, utilizar absorvente por muito tempo e beber pouca água são práticas que podem causar infecção urinária. Caso você sinta os sintomas de ardência e dor ao urinar, mudança na coloração da urina e vontade de ir ao banheiro toda hora, é bom procurar um médico. A infecção urinária deve ser tratada adequadamente e rapidamente. Quando isso não acontece, pode evoluir de um quadro a princípio simples para uma infecção nos rins, necessitando de internação hospitalar e antibioticoterapia venosa, por exemplo.

4 – Câncer no colo de útero

Segundo o INCA, o câncer de colo de útero mata mais de 5 mil mulheres todo ano, ou seja, uma morte a cada 90 minutos. Em muitos casos, a doença é causada pela infecção do vírus papiloma humano ou HPV. O tabagismo também tem um fator muito importante no desenvolvimento da doença.  Por esse motivo, é fundamental se prevenir tomando a vacina contra o HPV e realizando o exame Papanicolau periodicamente para um monitoramento adequado. “É preciso ficar atenta e procurar um ginecologista se você estiver com alguma secreção vaginal alterada ou com odor desagradável, sangramento anormal ou sangramento durante a relação sexual”, recomenda a ginecologista.

5 – Fibromialgia

As mulheres são dez vezes mais propensas a desenvolver fibromialgia que os homens. Seu principal sintoma é a dor muscular generalizada acompanhada de fadiga, alterações no sono e humor. As pacientes que convivem com a doença também podem apresentar ansiedade, depressão, síndrome do intestino irritável e disfunção da articulação. De forma direta, a fibromialgia não oferece risco de morte, mas de maneira indireta ela pode trazer muito sofrimento à portadora por conta das dores crônicas. A causa específica ainda é desconhecida, porém existem tratamentos que podem colaborar para uma vida mais saudável. A atividade física colabora com o bem-estar físico e mental da paciente. Bons hábitos, como não fumar e acompanhamento multidisciplinar, são ótimos mecanismos para se alcançar uma melhor qualidade de vida. Evitar situações estressantes também é fundamental para se manter bem durante o tratamento.

A seguir, algumas outras questões que conversamos com a médica da Perinatal:

Liga das Noivas: Dessas doenças, qual normalmente acontece com mulheres até os 35 anos?

Mariana Conforto: Infecção urinária, fibromialgia e, principalmente, endometriose. O câncer de colo de útero podemos ter casos. Já câncer de mama nessa idade são mais raros, geralmente são genéticos.

Liga das Noivas: Existe algum exame, como ressonância, que mostre que a pessoa pode desenvolver alguma dessas?

Mariana Conforto: Sim, a endometriose. Hoje, Por meio do exame de imagem e de acordo com quadro clínico da paciente, é possível fazer o diagnóstico de endometriose.

Liga das Noivas: Algum sintoma em comum entre todas as doenças?

Mariana Conforto: A endometriose e a fibromialgia têm uma grande associação com dor crônica.

 

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