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Antes H1A falta de ética no mercado de casamentos

A bride sitting on steps looking sadO momento do casamento é muito esperado pelos noivos, famílias e amigos. Afinal, é o dia que todos vão vivenciar esse amor com o casal. Tudo é escolhido a dedo, desde as flores da igreja até cada detalhe das lembranças que serão entregues aos convidados.

Entretanto, alguns desses fornecedores são ainda mais importantes que outros, como a maquiadora que vai preparar a noiva, o DJ que tocará as músicas escolhidas pelo casal, o cardápio do buffet que será servido etc. Mas como fazer quando alguns desses prestadores de serviços falha em seu trabalho?

Recentemente, duas maquiadoras foram alvos de queixas de noivas nas redes sociais. Uma deixou a noiva literalmente ‘na mão’ e não explicou nada. Resultado: fotos da noiva entrando na igreja não só de “cara lavada”, como de “cara inchada”. Outra deu a desculpa de que passou mal, enviando uma assistente. Entretanto, como as mídias sociais estão aí para mostrar a vida das pessoas, querendo elas ou não, descobriu-se que, na realidade, tal maquiadora foi atender outra noiva.  Competente ou não, o  importante é que não foi isso o acordado. E então? Quais os direitos dos clientes e deveres dos fornecedores?

Priscila Matos foi uma dessas noivas lesadas. Em seu casamento, ao entrar com o avô – ela não tem pai -, todos se emocionaram. Já bastante idoso, ele sempre pedia para, após o casamento, olhar o vídeo, querendo reviver aquele momento tão mágico. Entretanto, o profissional de vídeo e filmagem entregou com atraso, pasmem, de dois anos. “Meu avô faleceu sem assistir meu vídeo. Mas, independentemente disso, fiquei muito chateada, pois ele foi super recomendado e não cumpriu o prometido. Atrasos até são toleráveis. Mas dois anos é falta de comprometimento com o cliente, falta de caráter até”, comenta Priscila.

Outro caso foi com Carina Oliveira. Depois de pagar casa de festas, cerimonialista, buffet etc, ela achava que estava tudo bem. Até a hora que a cerimônia terminou e começou a festa. “O dono do buffet teve um ataque cardíaco na hora da festa. Até aí, eu entendo, pois não teria como obrigá-lo a trabalhar doente. Mas os garçons aproveitaram a falta do dono e começaram a segurar a comida e a bebida, servindo apenas o proseco e whisky, que não eram por conta do buffet. E o pior, a cerimonialista e a dona da casa de festas, que deveriam ter tomado à frente, até porque o buffet era da casa, nada fizeram. A sorte é que todos estavam tão felizes que nem reclamaram, mas eu percebi e fui falar. Ou seja, no meu dia, a pessoa para quem paguei para tomar conta de tudo, nada fez em um caso tão sério. Mandei sustar o último pagamento e ainda ficaram atrás de mim. Só pararam quando eu disse que iria processá-los se continuassem a me procurar”, conta Carina.

Mas o que fazer quando algo dá errado a ponto de realmente estragar o grande dia? O advogado Guilherme Lucas, do Rio de Janeiro, explica que uma forma de se tentar evitar problemas seria contratar empresas ou profissionais por indicações de pessoas de confiança, preferencialmente mais de uma, bem como se socorrer de informações e opiniões recentes em páginas na internet sobre o assunto (ex: “Reclame Aqui”) e mídias sociais. “Porém, quando falhas ocorrem, prejudicando o tão sonhado evento, o Código de Defesa do Consumidor deve ser invocado. De acordo com seu art. 20, poderá o consumidor, em casos tais, requerer a reexecução dos serviços sem custo adicional; a restituição da quantia paga; ou ainda o abatimento proporcional do preço. Além disso, em virtude da inquestionável frustração proporcionada pela empresa inadimplente, a legislação estipula a compensação pelos danos de natureza moral experimentados pelos contratantes, inclusive em seara constitucional (art. 5°, inciso X da Constituição Federal). Isto, pois tais serviços, muitas vezes contratados e até quitados com bastante antecedência, versam sobre comemorações marcantes, inesquecíveis e, não raramente, únicas na vida de cada um, sendo seu descumprimento plenamente passível a afetar a honra subjetiva de quem os contratou. Para tanto, é aconselhável que consultem um advogado para propor Ação Indenizatória em sede de Juizado Especial Cível, caso o valor da causa seja de 20 a 40 vezes o salário mínimo vigente, sendo dispensável o patrocínio de advogado caso seja inferior a 20 salários mínimos”, explica Guilherme.

Problemas podem ocorrer, é claro, e muitas vezes nenhum dinheiro apagará o transtorno causado. Porém, esteja sempre atento aos seus direitos. Afinal, o tempo não volta, mas as empresas e prestadores de serviços devem saber que erros como esses podem causar muito mais que dores de cabeça para eles.

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Comentários (One)

  1. Quem comentou Fernanda Ferraro:
    05/10/2014 | 13:51

    Parabéns, Liga, por fazer uma matéria tão relevante e tão apropriada para o momento. Realmente está demais o problema da falta de ética entre profissionais de casamentos. Infelizmente qualquer um pode se autointitular cerimonialista ou fotógrafo, basta casar ou comprar uma câmera. Tá demais. 🙁 Eu mesma passei por isso. Recebi meu vídeo dois anos depois e meu avô que levou minhas alianças também não viu meu vídeo comigo. Só que no meu caso, ele e minha avó estavam comemorando bodas de ouro e ele fez uma declaração de amor linda pra ela. Meu contrato previa quatro meses para entrega e um ano e meio depois de meu casamento, meu avô passou mal. Tive que implorar pra receber meu vídeo e quando recebi não fiquei satisfeita, pois vieram minutos a menos e muitas cenas repetidas, depoimentos de pessoas não tão importantes assim e o depoimento do meu irmão não aparecia, ou seja, ficou nítido que a edição foi feita às pressas (mesmo mais de um ano e meio depois). Só recebi de fato beeem depois que meu avô morreu e nunca consegui assistir com minha família o vídeo, pois virou tabu. Com o falecimento do meu avô, todos ainda estão muito sentidos. Não desejo isso a ninguém. Sempre me preocupo muito com minhas noivas e faça chuva ou faça sol, lá estou eu. Prazo é honra, é compromisso, presença então nem se fala… Um beijo pra vcs, mais uma vez, parabéns. É uma matéria de utilidade pública. 🙂

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