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    com Nara Vidal

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Antes H1Meus planos

Há quem critique e questione a mania de planejar do inglês. Indiscutivelmente, meu país adotivo adora fazer planos. Mas mais que isso, adora cumprí-los! Nada deixa um inglês mais feliz do que poder confiar no próximo, em prazos e etapas. Um vacilo e pronto, o inglês entra em pânico, com sua elegância e discrição. Sem alardes, sem algazarra, mas firme e escandalizado. Para um brasileiro, essa mania de organização do futuro pode ser uma amolação. Confesso que até casamento estável (que nome feio!) balança conforme a fome por etapas cumpridas.

Mas não tem muito jeito. Quando você se casa com um inglês, você se casa com toda essa diferença cultural e, por morar no país dele, espera-se de você certo ajuste, adaptação e obediência às regras que não são faladas, mas praticadas com rigor. Você pode até trazer sol pro céu cinza do marido, mas, às vezes, não passa de uma maluca, mesmo que vista de forma carinhosa.

Pensei numa amiga que acaba de ter o terceiro bebê. Tudo foi cumprido de acordo com o esperado. Namorou o marido por quatro anos. Viajaram, curtiram a vida. Casaram-se. Dois anos depois engravidou. E dois anos depois, de novo e dois anos depois, mais uma vez. É um relógio que tem alarme apontado pra uma lacuna de dois anos entre os filhos. E não falha. Até eu caí nessa. Talvez porque tenha começado a ter filhos com trinta e quatro, e não querendo ser mãe depois dos quarenta, dei um jeito de fazer dois num espaço de tempo de dois anos e meio.

O casamento também acontece assim. O meu, a mesma coisa. Depois de namorar três anos, indo para o quarto, estava chegando a hora de pedir a mão. E que lindo que é o costume (Prometo falar disse com detalhes em outro texto). Mas com um joelho no chão em Roma, meu inglês me pediu em casamento. O anel de brilhante que ele me ofereceu era tão bonito que eu teria dito sim, mesmo sem querer! Mas o fato é: inglês faz tudo certinho e não gosta de surpresas. Não gosta de improviso e só pede a mão quando sabe que o sim será a única resposta garantida.

Minhas amigas no Brasil não seguem regras assim. Quem será que sai ganhando? Apesar de muitas vezes faltar a espontaneidade, um pouco de planejamento não faz mal a ninguém.

Falando em falta de plano, minha mãe fez uma filha em cada década, a começar nos anos sessenta (que minha irmã não me leia). Fomos felizes em família. Minha amiga que acaba que ganhar um bebê também parece ser feliz. E eu sou, no geral, sortuda e feliz. Com plano ou sem plano?

Que meu marido não me escute, mas o único plano no qual estou interessada é o plano de ser feliz, na organização ou na bagunça. No prazo ou no aperto, até que a morte nos separe. Amém!

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Comentários (6)

  1. Quem comentou Sai:
    21/10/2014 | 22:46

    celebrar a chegada da Estae7e3o do amor e das folers, participamos da Postagem Colaborativaa0a0Primavera de Ideias, promovido pelo blog Estudando e Navegando, que consiste em planejara0uma aula criativa que

  2. Quem comentou Vincent:
    26/10/2014 | 1:41

    Eu nunca fui a Se3o Francisco. Fico sempre na rota NY. Mas estou tnanetdo mudar Ano passado je1 evolued e fui para Orlando rs. Vou ver se me inspiro por aqui!

  3. Quem comentou Zariel:
    04/01/2015 | 23:03
  4. Quem comentou Eldora:
    10/02/2015 | 18:20
  5. Quem comentou Maggie:
    10/02/2015 | 21:21

    education most viagra 25mg vs cialis full four

  6. Quem comentou Geralyn:
    10/02/2015 | 23:13

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